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Qual a melhor espécie forrageira

Inúmeras vezes erros na escolha da espécie forrageira gera dificuldades posteriores de manejo, que levam à degradação da pastagem. Esses erros geralmente ocorrem devido à quantidade de forrageiras lançadas no mercado aliada à busca pelo capim milagroso por parte do produtor. 

A ilusão gerada é a de que determinada espécie ou cultivar terá alta produtividade e perenidade com pouca fertilidade e sem manejo adequado.

Como vimos anteriormente, este cenário é impossível de acontecer uma vez que precisamos respeitar as características morfofisiológicas das plantas para que as mesmas apresentem produtividade satisfatória de forma perene.

Entretanto, para o correto manejo devemos inicialmente escolher acertadamente qual capim plantar. Os principais fatores a serem considerados são: tipo de solo (arenoso, encharcado, raso, profundo, dentre outros), regime de chuvas (quantidade e distribuição), fertilidade atual do solo, nível tecnológico que será utilizado (adubado ou não), tamanho do piquete ou da área de pastagem (sistema de pastejo), invasoras e pragas locais.

De posse das informações acima devemos confrontar com as espécies disponíveis e avaliar que cultivar se encaixa melhor no sistema que pretende formar. Vale ressaltar de forma individual a questão da fertilidade e nível tecnológico, bem como o sistema de pastejo que será utilizado.

A fertilidade atual, e se a mesma será elevada ou mantida por meio de adubações de manutenção e produção, deve ser levada em conta devido às diferentes exigências das forrageiras. Espécies de maior potencial produtivo demandam mais nutrientes que espécies de menor potencial de crescimento.

Esta característica propicia que um capim de menor potencial produtivo produza mais que um capim de maior potencial (figuras 1 e 2) em ambiente de solo hostil (baixa fertilidade, alumínio, alagamentos, dentre outros).

Figura 1. Escadinha em ordem crescente de produtividade em condição de boa fertilidade de solo.

Figura 2. Escadinha em ordem crescente de produtividade em condição de baixa fertilidade de solo.

O sistema de pastejo a ser utilizado deve ser levado em consideração uma vez que determinadas espécies exigem maior taxa de lotação instantânea para que o pastejo ocorra de forma uniforme.

Portanto, mesmo que a fertilidade seja boa e/ou utilize adubações, forrageiras de porte maior (panicuns e MG – 5, por exemplo) e com rebrota rápida não são indicadas para áreas muito grandes onde o sistema de pastejo será o de lotação contínua.

Nestes casos é preferível espécies de menor porte como Brachiaria brizantha cv Marandu e Piatã. Deste modo, teremos melhor resultado produtivo em termos de pasto e rebanho por conseguirmos manter uma alta proporção das plantas da área na fase “em forma”.

Em solos argilosos espécies de crescimento cespitoso (touceiras) e semi ereto podem favorecer a compactação do solo dependendo das taxas de lotação exercidas (altas taxas de lotação) e do manejo do pastejo (quantidade de liteira e tamanho de raízes). 

Espécies de crescimento prostrado realizam efeito “colchão” com relação ao pisoteio, protegendo mais o solo. No entanto, apesar de ter de ser levado em conta, não é proibitivo a utilização de panicuns, por exemplo, em solos argilosos.

Analisando o gráfico notamos que o horário ideal para a suplementação é entre as 11:00 e 14:00 horas. Deste modo, o consumo de suplemento não concorrerá com a ingestão de pasto. Fornecimentos no início da manhã e ao final da tarde tendem a reduzir o consumo de capim e, por consequência, o desempenho animal.



Msc. Edmar Pauliqui Peluso

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9911 0915 (Tim)

Dr. Bruno Shigueo Iwamoto

Doutor em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

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Msc. Josmar Almeida Jr.

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9119 0888 (Vivo)


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