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Pastejo na formação

Culturalmente tem-se o hábito de deixar o capim sementear quando da formação de pastagens. 

Este costume vem de épocas onde a qualidade e disponibilidade de sementes era muito baixa. 

A formação não ficava boa e o sementeamento natural visava formar o banco de sementes no solo.

No entanto, atualmente a disponibilidade e qualidade das sementes são altas. 

Sementes puras chegam a ter mais de 1000 sementes por grama. Considerando a recomendação de plantio de 5 kg/ha de sementes puras (valor cultural de 75%) temos em torno de 600 sementes/m².

Para uma boa formação é preciso de 20 a 40 plântulas/m² com 30 a 40 dias de plantio. Assim sendo, é necessário que apenas 5% das sementes presentes consigam germinar e emergir. A figura 1 exemplifica uma boa formação.

Figura 1. Formação de 32 dias com boa quantidade de plântulas.

A quantidade de capim/unidade de área (ha/alq ou m²) é uma relação entre altura e densidade do dossel forrageiro. Portanto, devemos focar nessas duas dimensões quando almejamos maiores produtividades. 

A densidade do capim se eleva por meio do perfilhamento basal das plantas, o qual é estimulado pelo pastejo dos animais. Nas gramíneas há dominância do ponto de crescimento apical, conhecido como meristema apical, sobre as gemas basais (responsáveis pelo aparecimento de novos perfilhos) mantendo-as dormentes.

O pastejo retira boa parte desses meristemas apicais, além de aumentar a incidência de luz na base da planta. Então, temos quebra da dominância apical aliada ao estímulo das gemas basais gerado pela luz solar. Estes processos resultam em maior perfilhamento (mais unidades produtivas) e, por consequência, eleva a densidade do capim.

As figuras 2 e 3 demonstram a importância da relação entre altura e densidade de pasto. Na primeira figura percebemos que um lado da balança está contribuindo para a quantidade de massa de forragem (altura), porém o outro (densidade de capim) não, justamente devido ao desequilíbrio na balança.

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Figura 2. Capim excessivamente alto na formação.

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Figura 3. Touceiras extremamente pequenas após 70 dias de plantio.


As touceiras da figura 3 são pequenas devido ao baixo perfilhamento, que por sua vez é resultado da altura excessiva do capim (sem luminosidade nas gemas basais + dominância apical).

Com o pastejo no momento adequado atingimos uma estrutura de pasto (altura x densidade) satisfatória, permitindo assim, que a forrageira expresse seu potencial produtivo resultando em boas taxas de lotação animal e ganhos de peso. A figura 4 é um pasto bem manejado pois apresenta estrutura folhosa e alta densidade de plantas, ou seja, solo bem fechado pelo capim desde a base.

Figura 4. Capim bem manejado apresentando alta proporção de folhas e solo completamente fechado.



Msc. Edmar Pauliqui Peluso

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9911 0915 (Tim)

Dr. Bruno Shigueo Iwamoto

Doutor em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 8448 7988 (Vivo)

Msc. Josmar Almeida Jr.

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9119 0888 (Vivo)




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