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O primeiro passo para gestão de pastagens

Há algum tempo a pesquisa voltada a pastagens tropicais trouxe o impacto altamente positivo do bom manejo de pastagens na produção de carne por hectare. 

Nos últimos dois ou três anos essas informações estão chegando com mais facilidade ao produtor rural via conteúdos na internet, artigos vulgarizados em revistas e blog e, principalmente, em eventos de boa qualidade país a fora.

A luz dessas informações já é relativamente bem consolidada a necessidade de melhorar a colheita e a condução das pastagens nas fazendas. No entanto, a grande maioria esbarra no COMO fazer para aplicar os bons conceitos de manejo do pastejo na fazenda de forma operacional, sistematizada e efetiva.

Pensando nisso vamos trazer qual é o primeiro passo para ter uma boa gestão de pastagens, que é individualizar as áreas de pastagens na fazenda. Assim, você consegue sair dos planejamentos comuns de “essa fazenda aguenta cinco cabeças por alqueire” ou “aqui não pode passar de uma cabeça por hectare”.

Esses “planejamentos” baseados em achismos impedem a possibilidade do bom manejo desde a largada, uma vez que só se consegue manejar bem os pastos se tiver um certo equilíbrio entre oferta e demanda de capim durante TODOS os meses da safra. Não pode sobrar nem faltar muito capim.

A falta de assertividade desses planejamentos ocorre porque não considera áreas que estão indo para reforma ou lavoura, áreas que estão voltando da reforma ou lavoura, pastos degradados, pastos sujos (qual a % de capim dentro dessas áreas?), diferentes espécies forrageiras e diferente vigor dos capins já estabelecidos.

Por outro lado. A individualização das áreas permite tratar a particularidades de cada uma, entendendo a condição dos pastos, das cercas, da aguada e dos cochos para suplementação cada área. Por exemplo, existem áreas que apresentam pasto com capacidade de suporte de 3 UA/ha, porém a aguada não suporta tanto gado. Vai adubar uma área dessa ou fazer um bebedouro? 

Portanto, com as áreas de pastagens individualizadas conseguimos determinar a planejar a capacidade de suporte área por área da fazenda e definir um plano de ação estrutural (cercas, bebedouros/aguadas e cochos para suplementação) assertivo, além de permitir o controle do processo produtivo da fazenda. Na figura temos um exemplo da diferença de capacidade de suporte em duas áreas de pastagens da mesma fazenda

Figura 1. Acima a área de pastagem 34 formada com Cynodon nlemfuensis cv. Estrela roxa e capacidade de suporte de 4 UA/ha nas águas, e abaixo a área de pastagem 18 formada com Panicum maximum cv. Mombaça e capacidade de suporte de 0,85 UA/ha nas águas.

Monitorando cada área de pastagem monitora-se, na verdade, o processo produtivo da propriedade pois é lá na área de pastagem que o animal bebe água, come pasto e lambe sal, portanto, a área de pastagem é a unidade produtiva da fazenda.

Um monitoramento efetivo é aquele que resulta em ações que irão possibilitar que os animais bebam o máximo de água possível, colham todo pasto disponível no piquete ou na área e consumam suplemento na quantidade adequada. 

Assim, ele estará ingerindo o máximo dos nutrientes que estão ofertados a ele, ou seja, converterá seu dinheiro investido em nutrição, genética, mão de obra, dentre outros, em mais carne. Essa maior eficiência resulta em aumento no lucro, pois independe de insumos para ocorrer uma vez que é uma tecnologia de processo e não de insumo.


Msc. Edmar Pauliqui Peluso

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9911 0915 (Tim)

Dr. Bruno Shigueo Iwamoto

Doutor em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 8448 7988 (Vivo)

Msc. Josmar Almeida Jr.

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9119 0888 (Vivo)


Equipe Gerente de Pasto

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